quinta-feira, 16 de junho de 2016

E um ano já passou !!!

Antes de mais nada, estou escrevendo esse enorme texto como uma forma de registro para daqui alguns anos ler novamente e relembrar dessa fase de nossas vidas. 
Temos muito para celebrar nesse dia que escolhemos a dedo! Afinal é grande o sentimento de realização que carregamos no peito.
Há um ano atrás deixávamos nossa pátria com o coração cheio de emoção e insegurança para viver nossa experiência de 2 anos aqui no Canadá. E há nove anos atrás, também com o coração cheio de emoção nos unimos em um só coração.
Por aqui nessa nova experiência de nossas vidas, muitas coisas aconteceram, algumas expectativas foram alcançadas e outras foram frustradas, como tudo em nossas vidas.
Estamos aprendendo muito, e entendendo o famoso clichê que é começar tudo do zero. Tínhamos uma vida estável e hoje estamos nos sentindo com 20 anos, buscando tudo novamente de maneira um pouco exaustiva, porém com um pouco mais de maturidade.
Aprendemos a ouvir mais e falarmos menos (afinal a dificuldade com língua nos ajudou a nos silenciar por diversas vezes). Imaginem o quanto isso está sendo difícil para nós kkkkkk.
Descobri também o quanto é difícil dizer-se que é fluente em uma segunda língua (ser fluente é bem diferente do que muitos se consideram).
Fiz coisas que jamais faria se estivesse na minha zona de conforto. Percebi o quanto é bom sentir-se segura (me referindo ao medo que tinha da violência) embora, hoje eu entenda perfeitamente que devemos confiar nos planos de Deus, pois passaremos por tudo que Ele nos permitir.
Nessa cidade descobrimos o verdadeiro significado da palavra imigrante. Percebemos a grandeza e a diversidade que existe nesse planeta (diferentes culturas, religiões e costumes).
Fizemos novos amigos que nos ajudaram muito e já são muito queridos por nós.
Não foi fácil nos adaptar e ainda acho que estamos nos adaptando em muitas coisas. Mas o que importa mesmo é que o saldo é positivo e a sensação de realização que carregamos em nosso coração será pra sempre eternizada em nossa alma, afinal do que vale essa vida se a gente não se reinventar e viver nossos sonhos.
Aqui não é o melhor lugar do mundo, muito menos o paraíso, mas com certeza uma cidade incrível.
Meu saudoso país, não vive seu melhor momento agora e embora sabemos que a falta de esperança predomine no coração de muitas pessoas, ainda assim, nosso Brasil sempre será nossa pátria amada.
Por aqui a parte mais difícil é viver tudo isso longe de nossos amados pais, mas sei que eles são nossos verdadeiros incentivadores e a tecnologia tem nos ajudado bastante.🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻🙏🏻
Queria muito agradecer primeiro a Deus por essa experiência, aos nossos novos amigos que tem nos dado apoio por aqui e a nossa família e velhos amigos pela compreensão.
A energia que nos move é sempre criar algo novo e assim não cair na monotonia da vida.
Agora chega de mimimi e bora viver o segundo ano por aqui ....E o futuro ? Ah o futuro !!!??? A Deus pertence ☺️🙏🏻

quinta-feira, 28 de abril de 2016


Dilema : Ser ou não ser mãe ?


Não eu não tenho problema para engravidar, nem meu marido. Na verdade, nunca tentamos verdadeiramente. Nos falta muita coragem.
Nunca idealizei a maternidade, e mesmo agora vendo quase todas minhas amigas com seus rebentos, acho muito fofo e tal, mas nada de me afetar profundamente e mudar minha opinião que carrego desde minha adolescência.
Sempre pensei que quando chegasse aos 30 anos iria me dar aquela imensa vontade de ser mãe. Pois é, estou beirando os 35 e nada dessa vontade aparecer. Quando vejo mulheres loucas para serem mãe, não consigo entender. Da mesma maneira que eu não as entendo, elas também não me entendem.
Se me perguntar: Mas você não gosta de crianças?  Minha resposta é: Sempre amei crianças, tanto que virei professora de educação infantil.

Está bom, vamos lá ser sincera e inumerar o que penso sobre ser mãe.
1.     Morro de medo de ter um filho especial e que dependa de mim para o resto da vida.
2.     Tenho medo de sofrer demais se meu filho ficar doente.
3.     Tenho medo de amar demais e sofrer demais, afinal dizem que é um amor sem limites e sendo assim, posso me angustiar muito ao ver meu filho sofrer, certo?
4.     Tenho medo de não ter tempo de fazer as coisas que gosto.
5.     Tenho medo de me sentir stressada e descontar na criança.
6.     Tenho medo da mudança física e hormonal que irá me causar.
7.     Tenho medo do parto.
8.     Tenho medo de me arrepender.
9.     Tenho medo de não saber lidar com ele na adolescência.
10. Tenho medo de como será meu filho quando adulto.
Enfim…. Como dizem….Se você pensar em tudo isso, nunca irá ter filho?

Mas acredito que como diz no livro: “Comer, rezar e amar”, ter um filho é como fazer uma tatuagem no rosto, não tem volta e é bem séria a decisão. E se a decisão é séria, não teriamos que pensar bastante?
 Esses dias li um texto muito interessante que dizia: "você quer ter um filho, ou um bebê?. As duas coisas são bem diferentes, é lindo ver aquele bebezinho fofinho, naquela foto no facebook, dando gargalhadas, vestido com roupinhas fofas, mostrando aquelas pernocas gordas, enfim. Mas depois de ser bebê, ele será uma criança que disputará cada minuto da sua atenção, depois irá para escola, depois vai virar adolescente e ter aquelas crises malucas que todos nós passamos um dia, depois virar adulto e ter problemas que ainda te afetaram como mãe, enfim... é para vida toda.

Amo minha mãe e sei que sem ela eu não estaria aqui. As vezes me culpo por ser saudável e não querer ter filhos. Mas tenho que pensar que cada um é cada um, o que é felicidade para alguns, nem sempre será para outros, não é mesmo?

Pode ser que um dia eu mude de ideia, quem sabe? kkkkk Mas como achei que essa ideia chegaria aos 30 e ainda não chegou, me convenci que ela nunca irá chegar.